Sofreu com perfil falso no Instagram, TikTok ou outra rede? Entenda seus direitos, o que fazer e como buscar indenização. Saiba como se proteger de fake profiles.

 

A criação de perfil falso (fake) nas redes sociais não é apenas um inconveniente. Trata-se de uma violação grave de direitos de personalidade, como imagem, honra e identidade digital. Além de abalar a reputação, perfis falsos podem causar prejuízos financeiros, danos psicológicos e riscos à segurança pessoal.


Com o aumento de contas fake no Instagram, TikTok e outras redes, a atuação rápida e fundamentada se tornou essencial. A seguir, entenda como identificar, agir e buscar reparação jurídica.


Perfil falso: quando configura violação de direitos?

 

A prática de criar perfis falsos atinge principalmente influenciadores digitais, creators, empresários e profissionais com grande audiência, que se tornam alvos pela autoridade e engajamento que possuem.

Esses perfis fraudulentos costumam copiar totalmente o conteúdo original: nome, fotos, vídeos, bio e até links comerciais. O objetivo? Aplicar golpes em seguidores, captar dados pessoais, vender produtos falsos ou difamar a vítima.

 

Do ponto de vista jurídico, configurar um perfil fake implica em ato ilícito (art. 186 do Código Civil), gerando direito à indenização por danos morais e materiais, além de violar o direito à imagem (art. 5º, X, CF) e ao próprio Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014).


Responsabilidade das plataformas

 

As plataformas podem ser responsabilizadas caso sejam omissas ao receber denúncias. Se não agirem com rapidez, podem ser obrigadas a:

      • Excluir imediatamente o perfil fake;

      • Preservar registros de IP, data e hora de acesso;

      • Indenizar a vítima, em caso de danos comprovados.
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    Casos julgados: decisões que fortalecem os direitos

     

    Em decisão recente do TJSP (Proc. XXXXX-31.2024.8.26.0337), a Justiça determinou:

        • Exclusão imediata do perfil fake;

        • Preservação e fornecimento de dados de acesso;

        • Indenização de R$ 5.000,00 por danos morais, considerando o abalo à reputação e o risco de fraude.
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      A decisão reforça que as plataformas têm responsabilidade objetiva nos termos do Código de Defesa do Consumidor, quando falham em proteger os usuários.


      O que fazer se você for vítima de um perfil fake?

       

      1. Denuncie à plataforma

      Utilize os canais oficiais (Instagram, TikTok, Facebook, etc.). Informe todos os dados e envie provas.


      2. Busque provas

      Guarde prints, URLs e registros que demonstrem o uso indevido. Se possível, faça a coleta da prova digital por meio de sites e aplicativos próprios para esse tipo de coleta ou registre uma ata notarial.


      3. Ações jurídicas

      Se a plataforma não remover o perfil ou houver prejuízos graves, é possível ajuizar ação judicial pedindo:

        Exclusão forçada do perfil falso; 

          Identificação do responsável (quebra de sigilo com base no art. 22 do Marco Civil); 

            Indenização por danos morais e materiais.

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            Marco Civil da Internet: dever de preservação

             

            O artigo 15 do Marco Civil da Internet obriga as plataformas a manter registros de acesso (IP, data, hora) por 6 meses. Esses dados são fundamentais para identificar o autor do perfil falso e responsabilizá-lo.


            Conclusão

             

            A criação de perfis falsos nas redes sociais é uma ameaça direta à identidade digital, reputação e segurança dos usuários.


            Se a plataforma não tomar medidas, a vítima pode (e deve) recorrer à Justiça para exigir a exclusão, identificação do infrator e indenização.


            Em casos assim, contar com um advogado especializado em Direito Digital é essencial para garantir a proteção eficaz dos seus direitos.


            Foi vítima de perfil falso ou quer proteger sua imagem online? Consulte um advogado especializado em Direito Digital e defenda sua reputação nas redes sociais.

             

            Texto escrito pela Advogada Larissa Niege Martins – especialista em Direito Digital, Negócios Online e Proteção Jurídica para Creators, Infoprodutores e Empresas.


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